segunda-feira, 30 de junho de 2014

Epifania Xingu Cariri Caruaru Carioca

Pra encerrar as filmagens do pifedoc XINGU CARIRI CARUARU CARIOCA vamos realizar com Carlos Malta a Epifania Xingu Cariri Caruaru Carioca, no dia 05 de julho (sábado), às 10h na Praça São Salvador.

Convidamos amigos, músicos, blocos de carnaval, artistas de pernas de pau, cineastas, poetas, pifeiros e namorados.

Vamos nos concentrar na Praça São Salvador às 9hs com saída em cortejo às 10h em direção à foz do Rio Carioca no Aterro do Flamengo.

"XINGU CARIRI CARUARU CARIOCA" é dirigido por Beth Formaggini com produção da 4 Ventos a partir de argumento de Carlos Malta. Fotos still de Mariza Versiani Formaggini, Fotografia de Antonio Luiz Mendes Soares, câmeras Takumã Kuikuro, Helio Filho, som de Altyr Pereira, direção de produção de Mannu Costa, produção Executiva de Beth Formaggini, edição de som Damião Lopes, montagem Joana Collier, ass. edição Bárbara Morais, assistência de produção de Linara Siqueira e Juliana Machado com o Pife Muderno (Bernardo Aguiar, Oscar Bolão, Andreia Ernest Dias, Durval, Marcos Suzano), Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto [Oficial], João do Pife, Chau do Pife, Zabé da Loca, flautistas Kuikuro do Alto Xingu, com grande equipe e elenco!

Tem o patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Cultural.

Bora pifar atrás do "pífano encantado" de Carlos Malta junto com o Pife Muderno e quem mais chegar!

Aguardamos vocês!!!

terça-feira, 11 de março de 2014

Natureza Morta, novo filme de Ricardo Miranda procura patrocínio

NATUREZA MORTA
 Um filme de Ricardo Miranda


"Inconscientemente, automaticamente, atraída, puxada pelos nervos, Lenita pôs as mãos no colchão fofo, curvou-se, aproximou a cabeça. Da travesseira, misturando-se a um aroma suave de água de Lubin, desprendia-se um cheiro animal bom, de corpo humano são, asseado. Lenita, haurindo essa emanação sutil, sentiu quer que era elétrico abalar-lhe o organismo: era um anseio vago, uma sede de sensações que a torturava. Quase em delíquio, deixou-se cair de bruços sobre a cama, afundou o rosto na travesseira, sorveu a haustos curtos, açodados, o odor viril, esfregou, rostiu os seios de encontro ao fustão áspero da colcha branca."



Fragmento de “A Carne “ escrito por Júlio Ribeiro



Trilogia Inquietante Estranheza

“Inquietante estranheza é o nome de uma trilogia, a qual venho trabalhando ao longo de 4 anos. Comecei, primeiramente, com “DJALIOH” (2010/2011) e, em seguida, “PAIXÃO E VIRTUDE” (2012/2013) – ambos são uma livre adaptação de contos do célebre escritor francês Gustave Flaubert, escritos em 1837, aos 16 anos, sendo: “Quidquid Volueris – estudos psicológicos” e “Paixão e Virtude” - estudos filosóficos”, respectivamente.

A proposta agora é desenvolver o próximo filme – “NATUREZA MORTA”, que tem como tema central a histeria a partir de uma livre adaptação do romance “A Carne”(1888), de Júlio Ribeiro, mesclada com inserções de “O Chromo – estudos de temperamentos” (1888), de Horácio de Carvalho e “O Homem” (1887), de Aloísio de Azevedo. O filme então, deverá fechar a trilogia, que a princípio, se desvencilha de Flaubert, para se aprofundar nestes autores brasileiros, dos oitocentos, ligados ao período da Escola Naturalista.”


Diretor Ricardo Miranda
 RICARDO MIRANDA nasceu em Niterói em 1950 e iniciou sua carreira artística em 1968 montando e dirigindo curta-metragens como “A Ceia” (1969), realizado para o Festival de Cinema do Jornal do Brasil. Em 1972, estreou na montagem de longas com “Amor, Carnaval e Sonhos”, de Paulo César Saraceni, com quem também trabalhou em “Anchieta, José do Brasil” (1978), Ao Sul do Meu Corpo (1982) e “O Gerente” (2011) - último filme de Saraceni. Foi convidado por Glauber Rocha para montar seu último filme “Idade da Terra” (1980). Desde o começo da carreira, manteve rica produção de curta-metragens, vídeos experimentais e documentários, como “A Passagem do Olhar”, sobre a escultora Esther Grinspum, “O presidente do mundo” (1993) e “Gilbertianas” (2000), sobre o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre. Em 1991, dirigiu seu primeiro longa de ficção “Assim na tela como no céu”, presente em diversos festivais nacionais e internacionais. Retornou à montagem de longas em 2007 com “Romance do vaqueiro voador”, de Manfredo Caldas, e o documentário Anabazys (2007), de Joel Pizzini e Paloma Rocha, pelo qual foi premiado no Festival de Brasília e no Cinesquemanovo. Em 2011, finalizou seu longa de ficção “Djalioh”, premiado na Mostra do Filme Livre 2012. Na publicidade, Miranda desenvolveu peças publicitárias - duas premiadas com o Leão de Prata no Festival de Cannes em 1986 e 1987. É autor, junto com o antropólogo Carlos Alberto Messeder, do livro “Televisão - As imagens e os sons: no ar do Brasil”. Seu último trabalho é “Paixão e Virtude”, segundo filme da Trilogia Inquietante Estranheza.




Natureza Morta


No  terceiro  filme,  “NATUREZA  MORTA”,  vamos  trabalhar  com  textos  brasileiros, 

representativos do Naturalismo. Os textos serão misturados, amalgamados, tendo como fio 

condutor da narrativa, o romance “A Carne”, que teve sua primeira adaptação para cinema 

em 1924, sendo Lenita - a personagem principal interpretada por Carmem Santos.

Assim como nos contos de Flaubert, o texto não será modificado e seus personagens

serão mantidos. A ideia de estrutura narrativa segue a mesma proposta dos dois primeiros

filmes, que é o de narrar o conto, misturando a leitura do texto com a representação contida

neste mesmo texto. Vamos nos defrontar novamente com o narrador, presente na cena, e

com  o  narrador  interno,  de  cada  personagem.  A  partir  deste  conceito,  a  “figura”  do

NARRADOR, é novamente estimulada a representar o texto sem a intenção de desconstruir 

a narrativa, mas trabalhar com ela.

“Na vertente dramática do romance contemporâneo, que teve sua origem em Gustave Flaubert, o narrador simplesmente desaparece da cena narrada e passa a mostrar os eventos: o que ocorre é uma teatralização, o leitor vê a cena, como se ela fosse representada em um palco. Os eventos deixam de ser narrados e passam a ser refletidos na consciência da personagem, de modo que o leitor visualiza a realidade ficcional do ponto de vista de um a personagem do romance, e não do narrador, como se observa no romance autoral. Por isso, os eventos ocorridos no passado são percebidos como presente na imaginação do leitor. (...) O PAPEL DO NARRADOR EM OS SINOS DA AGONIA, Laura Goulart Fonseca


A forma de atuação, com um modo de dizer ralentado e contido, é um conceito que venho

trabalhando  e  experimentando  ao  longo  de  40  anos  de  profissão,  até  mesmo  em

documentários, quando busco “ficcionalizar” o real. A encenação teatral no cinema ou o

contar histórias é o que busco enquanto forma - como encenar, como mostrar sem utilizar do

recurso das imagens ilustrativas.





O Naturalismo




No Brasil, a Escola Literária Naturalista surge no século XIX, e é conhecida como uma

radicalização do Realismo, que se baseia na observação fiel da realidade e na experiência. 

É no romance naturalista que a abordagem extremamente aberta do sexo aparece e  temas

como a homossexualidade, o incesto, o desequilíbrio, ou a histeria, são colocados em

evidência. Além disso, o cientificismo exagerado, que transformava o homem e a sociedade

em objetos de experiências, a linguagem simples e as descrições bastante minuciosas eram também colocadas, de maneira que se pudesse denunciar as questões da época.

Desta forma, o filme busca elementos que possam dialogar, enquanto instância dos

labirintos do desejo, dos caminhos tortuosos, aos quais o desejo sexual conduz  aqueles que desejam. Em “Natureza Morta” vamos trabalhar histeria, sexualidade, tabus do corpo e,

fundamentalmente, com o voyeurismo e a ideia de um corpo-estátua.



“Os contornos do corpo no romance naturalista brasileiro são múltiplos. Multifacetada, dinâmica e ambígua, a imagem desse corpo assume perfis diversificados: objeto de estudo médico, expressão de morbidez, de patologias, manancial de sintomas, expressão das pulsões, fonte de prazer, objeto de contemplação erótica. Assim, narrar torna-se desvelar, desnudar e provocar pelo ato de exibição da nudez.”

Bulhões, Marcelo - Leituras do Desejo: o Erotismo no Romance

Naturalista Brasileiro








O Brasil na trilogia


Neste filme, vamos dialogar diretamente com o Brasil, um Brasil do século XIX que contempla o pensamento escravagista, seu peso e suas ideias repressoras. O que nos dois outros filmes foi trabalhado a partir do imaginário flaubertiano, e, portanto, era parte preponderante do imaginario francês, aqui toma a cena, mais agressivamente, dialogando diretamente com a relação de Lenita com sua sexualidade, seu desejo, sua relação com o mundo patriarcal e escravagista brasileiro.

Outra questão relacionada à construção do filme, é a não cronologia; ou seja, não há uma adaptação de um tempo vivido, de um tempo real. O filme não se passa no século XIX. Na verdade, a proposta é de um deslocamento, em que a história não se passe em século nenhum. Ela se passa no momento em que acontece, em um espaço não realista. Um espaço criado e dividido em vários ambientes, onde a predominância do verde da mata, de casas tomadas de forma estranha, de uma mise-en-scéne estranha, dentro de um espaço não naturalista. Um filme úmido pela atmosfera e por ser Brasil.

Neste sentido, o labirinto da obra está na sobreposição de camadas dadas pela execução do texto como cena; atores instalados em locais, cercados pela umidade da floresta tropical, citam trechos de “A Carne”, deslocando o sentido e a inflexão do romance naturalista.


Personagens e Elenco



LENITA foi criada e educada pelo pai, que a instruiu intelectualmente. Foi incentivada a estudar, o que a tornou uma mulher culta e inteligente. Não tinha muito interesse pelos homens e não pensava em casamento. Não achava nenhum homem a sua altura intelectual. Ao perder o pai aos 22 anos, escreve ao Coronel Barbosa, tutor de seu pai, para que a acolhesse em sua fazenda de café, onde vivencia, posteriormente, o despertar de sua sexualidade. Tem adoração por estátuas e chega a sonhar que está fazendo sexo com uma
delas. Fica horas no lago imitando-as, ao mesmo tempo que se refresca para conter o calor interno. Conhece o filho do Coronel na fazenda e se envolve com ele enlouquecidamente, tornando-se sua amante. LENITA será interpretada pela atriz Bárbara Vida.

Atriz e Produtora formada em Artes Cênicas pela UNIRIO, Bárbara iniciou sua carreira artística aos 16 anos quando fez parte do grupo teatral Tá na Rua, dirigido por Amir Haddad. Estrelou os longas-metragens “Djalioh”, de Ricardo Miranda, “Feio Eu?”, de Helena Ignez e “Corazón Azul”, do diretor cubano Miguel Coyula. Principais curtas: “As Figurante$”, de Luiz Rosemberg Filho,

Benjamin, de Felipe Cataldo, “Personagens e suas pequenas solidões”, de Vitor Kruter e “Palavra Exata”, de Ricardo Miranda. Além de ter trabalhado como atriz em várias peças de teatro, em 2006, foi convidada para participar de uma residência artística com o Grupo Cultural Yuyachkani (Peru).

LOPES MATOSO (em busca de um ator) é o pai de Lenita. Perdeu os pais muito jovem e foi criado pelo Coronel Barbosa, que era amigo da família e se tornou seu tutor. Casou-se, sua mulher engravidou, mas ele a perdeu no parto. Criou sua filha, Lenita, sozinho. Ensinou a filha todo o conhecimento das letras, da filosofia, da arte e da ciência e a alimentou intelectualmente. Fez de Lenita uma mulher culta e inteligente, diferente do que se tinha na época. Na adolescência percebe que Lenita deveria se casar por uma questão de necessidade fisiológica, mas a filha ainda não despertara grande interesse. Tentou fazer com que se aproximasse de alguns homens, mas todo o esforço era em vão. Lopes Matoso morre quando Lenita estava com 22 anos.

CORONEL BARBOSA foi o tutor de Lopes Matoso e Lenita, senhor forte de 70 anos, dono de uma fazenda de café, onde vivia com a esposa, os escravos e o filho, que estava sempre de passagem. Durante uma de suas cavalgadas pela fazenda, sofre um acidente que o faz cair do cavalo, deixando-o paralítico. Traumatizado com o acidente, não consegue emitir mais nenhuma palavra e comunica-se por cartas que escreve para as pessoas que o cercam ou com gestos de afeto.





O CORONEL BARBOSA será interpretado pelo ator Octávio III.



Ator e produtor musical, Octávio é graduado em Artes Cênicas pelo Teatro Tablado. Durante a carreira, fez parte da Cia Dulcina de Moraes - Odilon Azevedo (1957), Cia do Carvalinho (1957), Cia Tônia-Celli-Autran (1958) e Cia Gente Nova (2007). Para o cinema, trabalhou em filmes como “Nem tudo é verdade” (1986), de Rogério Sganzerla, “Cleópatra” (2005), de Júlio Bressane e “Desafinados” (2008), de Walter Lima Jr. Além disso, foi produtor de músicos como João Gilberto, Dorival Caymmi, Pixinguinha, Jorge Ben, Caetano Veloso, entre outros.


A MULHER do Coronel Barbosa é quem cuida dele e transmite suas ordens na casa e na fazenda. Recebe Lenita com afeto. Faz a intermediação das conversa entre ela e seu marido e explica que o Coronel escreve porque não pode falar. A MULHER será interpretada pela atriz Rose Abdallah.

Atriz e diretora, Rose se formou em artes cênicas com Maria Clara Machado no Teatro Tablado. Desde então, participa de inúmeros espetáculos e integra, desde 1995, o grupo teatral carioca “Os Fodidos Privilegiados”, fundado por Antônio Abujamra. No cinema, atuou nos longas “Strovengah, Amor Torto” (2011), dirigido por André Sampaio, “Tropa de Elite” (2010), de José Padilha, “Feliz Natal” (2005), de Selton Mello e “Paixão e Virtude”, de Ricardo Miranda. Participou ainda das séries da TV Globo: “JK” (direção de Dennis Carvalho), “Dercy” (direção de Jorge Fernando”, além de “A Diarista” e “A Grande Família”.

DR. LINS TEIXEIRA é um médico da família e um grande conhecedor da histeria feminina. Ele sabe como interpretar as doenças e as “aflições” da sociedade de um modo geral. Por ele, muitas questões se esclarecem. Seu personagem será interpretado pelo ator Paulo Azevedo.

É ator, promotor cultural e jornalista com mais de 15 espetáculos realizados com grupos e diretores reconhecidos da cena brasileira como Hector Babenco, Cibele Forjaz, Ione de Medeiros e Yara de Novaes. É fundador e ex-integrante do grupo Espanca!, criando as premiadas peças “Por Elise” e “Amores Surdos”. Integrou o Oficinão Galpão Cine Horto, com direção de Chico Pelúcio, além de ser também diretor e autor teatral. No cinema,

atuou em cerca de oito curta-metragens. Na TV, foi apresentador e entrevistador do programa cultural “Agenda” (Rede Minas). Fez participações nas séries “O Negócio” (Mixer/ HBO), “Fora de Controle” (Gullane Filmes/Record), “Contos de Edgar” (O2 Filmes/FOX Brasil), entre outras. Atualmente, é protagonista do longa “Estive em Lisboa e Lembrei de Você”, direção de José Barahona e “Paixão e Virtude”, de Ricardo Miranda.


MANUEL BARBOSA (em busca de um ator) é filho do Coronel Barbosa e futuro amante de Lenita. Ele é casado legalmente na França e vive separado da mulher. É um homem de 40 anos de forte personalidade. Um tanto másculo, um tanto bruto, mas inteligente e culto assim como Lenita. Ama as artes, a filosofia e a ciência. É apresentado a Lenita na fazenda. Fica admirado com seu lado intelectual e com suas características comuns. Se envolve com ela e por ela é capaz de se matar.

NEGRO FUJÃO (em busca de um ator) é um escravo que foge da fazenda. No entanto, é resgatado e castigado.


NARRADORAS que contam a história fazendo parte da cena. A narradora principal em alguns momentos é o duplo de Manuel Barbosa. Elas serão interpretadas pelas atrizes Cátia Costa e Mariana Fausto.



Formada em Licenciatura em Artes Cênicas pela UNIRIO e em Licenciatura em Letras pela UERJ, Cátia também tem formação em Butoh, dança que surgiu no Japão pós-guerra. É técnica em Tai-chi chuan pela federação de Kung-fu do Rio de Janeiro e possui um curso de Capoeira e Maculelê pela UFF/Niterói. No teatro, já participou de diversos espetáculos e oficinas. Estudou na Casa de Artes de Laranjeiras (CAL) e Teatro do Oprimido de Augusto Boal

no CTO/RJ.


É atriz e arte-educadora, formada pela UNIRIO. No cinema, estrelou filmes como “31 minutos”, de Pedro Peirano e Álvaro Diaz e “Djalioh” e “Paixão e Virtude”, de Ricardo Miranda. Trabalhou para a TV Brasil em programas como “Gentilezas Urbanas” e ABZ do Ziraldo”. Atualmente, faz parte do grupo teatral “Bando de Palhaços” (atuando como palhaça no Projeto Plateias Hospitalares da ONG Doutores da Alegria), e da Cia Pequod de Teatro de Animação, a qual recebeu cinco prêmios Zilka Salaberry e um prêmio APTR pelo espetáculo “Marina, a Sereiazinha” (2011).

A figura do AUTOR também estará presente no filme. Com participação específica, ele complementa a narração, aparecendo em momentos únicos, decisivos, mantendo a tradição dos primeiros filmes da trilogia Inquietante Estranheza. O personagem será interpretado pela célebre atriz brasileira Helena Ignez.

Helena Ignez é figura de destaque da cultura brasileira. A atriz participou de filmes como O Bandido da Luz Vermelha (Rogério Sganzerla), Pátio, (Glauber Rocha) e O Padre e A Moça (Joaquim Pedro de Andrade). Integrou inúmeros movimentos de vanguarda com intensa participação na obra cinematográfica de Rogério Sganzerla. É uma das fundadoras da produtora Belair ao lado de

Julio Bressane e Rogério Sganzerla. Foi homenageada em 2006 pelo 20º FESTIVAL DE FILMS DE FRIBOURG, Suíça que exibiu 36 filmes com sua participação.




Argumento do filme





Lembranças de LENITA sobre as conversas que teve com seu PAI a respeito do casamento. Ela, por ser muito inteligente, não acredita que o casamento possa lhe oferecer muita coisa. Seu PAI tenta convencê-la de que é mais uma questão fisiológica, do que social. Não vemos essa cena. A conversa toda se dá em tela preta.

LENITA é uma garota especial, inteligente e cheia de vida, cuja mãe morreu em seu nascimento. Ela está com 22 anos e acaba de perder o PAI. Tenta se refazer da tragédia, mas sente-se só e desamparada.

LENITA escreve uma carta ao CORONEL BARBOSA, que foi quem criou seu pai, pedindo para morar com ele e com sua família, em sua fazenda.

O CORONEL BARBOSA está em uma cadeira de rodas, devido à um acidente de cavalo. Desde o acidente, perdeu a fala e comunica-se por cartas, que são lidas por sua MULHER, que fala por ela e pelo marido, quando ele precisa dizer algo. Vive, na fazenda, com sua mulher, os escravos que lhe servem, e com seu filho MANUEL BARBOSA, que morou na França mais de dez anos e é casado com uma francesa, porém não vive mais com a esposa. MANUEL vive viajando praticando a caça e não para muito na fazenda. É considerado pela família como um homem esquisitão, mas inteligente e muito ligado à ciência e as artes.

CORONEL BARBOSA recebe a carta de LENITA.


LENITA embarca em uma charrete para a fazenda.


LENITA é recebida na fazenda pelo CORONEL e sua MULHER. Fica sentida pelo CORONEL estar debilitado, mas a MULHER a tranquiliza de que ele está bem, fora de perigo e que o tempo se encarrega de tudo. Ainda sentindo-se triste, acomoda-se em um dos aposentos da casa, arruma seus livros e objetos pessoais. Pensa em seu pai.

Os dias passam. LENITA, quase não come. Sente-se ainda fraca. Adoece e não consegue se levantar da cama. Se contorce de dor histericamente.






A MULHER do Coronel chama o DR. LINS TEIXEIRA, médico da família.


DR. LINS lhe dá uma injeção de Pravaz e ela adormece.


LENITA acorda calma, mas ainda sonolenta. Permanece ainda dois dias de cama e se levanta bem mais disposta ao terceiro dia. Seu apetite começa a voltar e ela se sente cada vez melhor.

Observa uma estátua de bronze que havia trazido – Estátua Agasias, conhecida como Gladiador – O sol, que entra pela fresta da janela, ilumina a estátua. LENITA atraída pelo brilho do bronze, observa atentamente as suas formas: braços, pernas, músculos, tendões retesados, a virilidade. Sente desejo pela estátua.

LENITA sente uma onda de calor, que provêm de suas entranhas. Menstrua. O sangue escorre em suas pernas. LENITA sente prazer e uma sensação estranha.

Anoitece.


LENITA adormece e sonha com o Gladiador.


Novo dia.


LENITA acorda bem disposta e sai para passear pela fazenda. Leva uma espingarda de caça e passa o dia pela mata. Contempla a natureza.

Para diante de um rio, se despe e fica em uma posição de estátua, imitando uma Venus. Se joga na água nua.

Ao retornar para a fazenda, depara-se com o CORONEL e sua MULHER. Ambos preocupados. LENITA tem roupas e cabelos molhados. O CORONEL abre uma garrafa de conhaque. Os Três bebem juntos. LENITA vai para o quarto.

O tempo passa. LENITA se deixa envolver pela beleza da natureza. Se encanta com exuberância da mata e com o furor erótico dos bichos. Passa a ter atitudes estranhas. Sente prazer com o sangue de animais que caça.



Tem curiosidade em saber como seria o castigo de um NEGRO FUJÃO - escravo, que foge da fazenda e é pego pelo Capitão do Mato.

LENITA retira do peito uma tesourinha, que utiliza para fazer um furo em uma parede da senzala. Observa, com voyerismo, o sangue do negro escorrendo pelo corpo, ao ser chicoteado. LENITA sente prazer. Treme e se contorce com a estranha sensação de volúpia.

Encorujada na rede, LENITA passa o dia lendo. Analisa a crise histérica, o erotismo, o acesso de crueldade que tivera.

CORONEL BARBOSA e sua MULHER entram na sala, onde se encontrava LENITA, anunciam que o filho chegará pela noite.

LENITA conhece MANUEL BARBOSA.


MANUEL e LENITA conversam dia e noite. Falam sobre ciências. Firmam uma batalha intelectual. Ficam amigos.

LENITA sai para caçar com MANUEL. Uma cobra cascavel a pica no peito do pé. MANUEL suga o veneno, chupando seu sangue. Salva LENITA que fica 24 horas entre a vida e a morte. Ao acordar do delírio do veneno Lenita declara amor por Manuel.

Os dois se entregam aos prazeres da carne.


MANUEL e LENITA vivem uma intensa paixão sem que ninguém saiba.


MANUEL precisa viajar.


LENITA fica a sua espera, porém resolve entrar em seu quarto. Mexe em suas coisas. Descobre cartas de outras mulheres. Sente-se traída e resolve abandoná-lo.

LENITA está grávida de Manuel, porém casa-se com outro homem. Escreve uma carta e a envia para MANUEL. MANUEL lê a carta de LENITA. Escarifica seu braço. Se suicida, aplicando um veneno – Curare - que paralisa todo seu corpo.

 Filme Paixão e Virtude na internet

 http://kultme.com.br/kt/2014/02/19/trilhas-sonoras-para-imagens-que-se-movem/

http://www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br/site/aconteceu_coberturas/ visualiza/36/17a-Mostra-Cinema-de-Tiradentes-Quinto-Dia

http://www.revistainterludio.com.br/?p=6796

http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,a-vizinhanca-do-tigre-se-consagra-em-tiradentes,1125966,0.htm

 http://revistacinetica.com.br/home/paixao-e-virtude-brasil-2014-de-ricardo-miranda/

http://www.cinequanon.art.br/gramado_detalhe.php?id=1164&id_festival=115 http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/perigo-no-ar/
http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/delicias-mineiras/

http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/cinema/2014/01/29/noticia_cinema,




 Filme Djalioh na internet

http://jcbernardet.blog.uol.com.br/arch2012-03-11_2012-03-17.html http://www.revistacinetica.com.br/djalioh.htm http://www.alumbramento.com.br/?p=Djalioh,_por_Marcelo_Ikeda.html

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/muito-alem-de-madame-bovary

http://www.revistainterludio.com.br/?p=1993